HISTÓRIA, INFORMAÇÕES TÉCNICAS E OUTROS SITES ESPECÍFICOS


A flauta é um instrumento musical construído a partir de um tubo cilíndrico oco, com um orifício - ou bisel - em uma das extremidades, onde o executor sopra para produzir o som, e uma série de outros orifícios no sentido longitudinal, que com os dedos podem ser fechados ou não, alterando assim a altura das notas a serem tocadas. São vários os tipos de flautas encontradas em distintos grupos étnicos no mundo e ao longo da história da humanidade. Citamos: a “flauta de apito”, que teria dado origem à “flauta doce”, tão utilizada em diversos locais do mundo; as “flautas de bisel” simples, duplas, triplas e até quádruplas, muito comuns na América do Sul e Europa Oriental; a “flauta de Pã”, construída com tubos de bambu em tamanhos diferentes e progressivos colocados lado a lado, típica da cultura andina; a “flauta de nariz”, que talvez seja a mais exótica, onde o tocador tapa uma narina e sopra com a outra; a “flauta transversal” (ou “flauta transversa”), que é a flauta utilizada pelos chorões, em orquestras sinfônicas, em diversas formações de conjuntos musicais, como instrumento solista, e da qual trataremos aqui.


Este tipo de flauta se caracteriza por ser tocada na posição transversal ao corpo do executante - daí o nome que a especifica - ao lado direito do rosto. Na “flauta transversal”, próximo a extremidade fechada do tubo, existe um orifício onde o flautista sopra, sem que a abertura dos lábios tenha contato direto com o bisel - por este motivo é considerada o único dos instrumentos de sopro de embocadura livre. As primeiras referências que se têm a respeito deste tipo de flauta mostram que ela é originária da Ásia, no século IX a.C., e que teria chegado à Europa no século XII d.C. Já no continente europeu, era utilizada antes do século XVII principalmente como instrumento militar, tornando-se parte da orquestra no período barroco. Ainda nesta época, era pouco desenvolvida estruturalmente, passando por um processo de melhorias com a progressiva implantação de chaves para facilitar a sua execução. No século XIX, precisamente na década de 1830, o “luthier” Theobald Boehm realizou várias inovações nos instrumentos de sopros da família das madeiras, dentre eles a flauta transversal. Boehm redesenhou o bocal da flauta tornando-o parabólico, ajustou ao corpo um sistema de chaves que permitiu um dedilhado prático, melhorou a qualidade da afinação entre as notas através da implantação do referido sistema de chaves, permitindo uma disposição mais precisa dos orifícios. Com a velocidade do desenvolvimento industrial e a obtenção de novos materiais para a construção de instrumentos, as flautas passaram a ser de metal, sendo a prata o mais utilizado. A partir daí, a flauta passou por um amplo processo de melhoria graças às inovações tecnológicas da indústria de instrumentos musicais, sendo atualmente um instrumento de qualidade muito superior às antecessoras, pois seu registro foi ampliado para pouco mais de três oitavas; seu espectro timbrístico foi enriquecido; o volume e a projeção do som foram aumentados, e a afinação intervalar foi aperfeiçoada em muito. Enfim, a flauta transversal passou por uma grande melhoria ao longo dos séculos.

Na família da flauta transversal existem a flauta padrão em dó - que tem sua escala iniciando-se no dó central (dó3), até três oitavas acima (dó6), sendo que alguns flautistas conseguem tocar até a nota sol6; o flautim, ou piccolo (do italiano “flauto piccolo”, flauta pequena), também em dó, soando uma oitava acima da flauta padrão em dó, sendo bastante utilizado na orquestração sinfônica; a flauta contralto, que é afinada em sol ou em fá, soando uma quarta ou uma quinta justa abaixo do instrumento padrão; e a flauta baixo, que também é afinada em dó e soa uma oitava abaixo da flauta padrão, sendo que as flautas contralto e baixo têm um uso restrito, pois o número de obras compostas com a utilização destas é pequeno.

Texto extraído da Dissertação de Mestrado “Pixinguinha – Choro: Presença e Aplicabilidade no Estudo da Flauta Transversal no Brasil”, defendida pelo flautista JOSÉ BENEDITO na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, em 1997, sob a orientação da Professora Maryla Lopes.



OUTROS SITES ESPECÍFICOS PARA INFORMAÇÕES TÉCNICAS SOBRE A FLAUTA TRANSVERSAL E SOBRE MÚSICA


POSIÇÕES DAS NOTAS - DEDILHADOS

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PARTITURAS

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